Dezembro 28, 2011

Verdadeira Humildade - John Newton (1725-1807)




Dezembro 01, 2011

Uma lágrima não será suficiente - Thomas Watson (1620-1686)


Eles acham que se arrependem quando derramam apenas algu­mas lágrimas, no entanto, embora esse gelo comece a derreter-se, este congela-se novamente e eles continuam andando no pecado. Muitos choram por causa de seus maltrates com Deus, como Saul em sua maldade para com Davi. Então disse Saul: "Pequei; volta, meu filho Davi, porque não mandarei fazer-te mal; porque foi hoje preciosa a minha vida aos teus olhos. Eis que procedi loucamente, e errei grandissimamente." (I Sam. 26:21). E assim os homens podem levantar suas vozes e chorar por causa do pecado e ainda continuarem nele. Eles são como cobras que trocam sua pele, mas conservam sua picada. Existe tanta diferença entre a verdadeira e a falsa lágrima quanto entre o canal de água e o manancial.

Novembro 30, 2011

O pecado de um cristão é muito mais grave que o de um incrédulo - John Owen


A graça de Deus que está agindo no cristão enfraquecerá o poder do pecado que não é mais seu mestre como, infelizmente, continua sendo dos incrédulos (veja Rom. 6:14,16). Ao mesmo tempo, contudo, a culpa do pecado num cristão é pior pelo fato de que o cristão peca contra a graça! "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum. Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?" (Rom. 6:1,2). Neste texto a ênfase está na palavra "nós" (subentendida). Como é que nós faremos isso? Sem dúvida somos piores do que qualquer outro se praticarmos o pecado. Pecamos contra o amor de Deus. Pecamos contra a misericórdia de Deus. Pecamos a despeito da promessa de ajuda para derrotarmos o pecado. Muito mais poderia ser dito, todavia deixem que essa consideração final fique gravada nas suas mentes. No coração de cada cristão há muito mais mal e culpa no pecado que permanece lá, do que haveria em uma igual medida de pecado num coração que não tem a graça de Deus.

Novembro 28, 2011

O Coração que não medita - Richard Baxter (1615-1693)


Você descobrirá, sempre que iniciar essas responsabilidades divinas, que seu maior obstáculo é seu coração, e ele provará ser falso em um desses quatro aspectos, ou em todos eles. Primeiro, ele o manterá à distância para que você praticamente nunca o faça trabalhar; segundo, ou, caso contrário, ele o trairá ao ser preguiçoso para realizar esse trabalho, fingindo que realiza esse trabalho quando não o faz; ou terceiro, ele interromperá seu trabalho com suas freqüentes excursões, ao desviar sua atenção para qualquer outro objeto; ou, quarto, ele estraga o trabalho ao interrompê-lo e sair dali antes de você ter alcançado algum benefício. Portanto, previno-o para que resista fielmente a esses quatro perigosos malefícios, ou, caso contrário, tudo que disse até aqui foi em vão.

Novembro 21, 2011

Perdemos o senso da Santidade de Deus - J. I. Packer


A doutrina bíblica do pecado emerge do conhecimento bíblico acerca da santidade de Deus, conhecimento esse que anda muito escasso em nossos dias. O pecado só pode ser devidamente compreendido pelo lado de dentro, conforme o achamos e nós mesmos.
Tal como Isaías no templo, só começamos a perceber o pecado em nós quando no defrontamos conscientemente com o Deus Santo (Is 6.3-5). No cristianismo moderno, embora os conceitos da boa vontade e da compaixão de Deus muito signifiquem, pouco significam os conceitos acerca da sua santidade e da sua impureza. O fermento do cristão liberal na nossa herança, somando ao indiferentismo moral de nossa cultura, mas a nossa insensível apatia e desinteresse para com as coisas espirituais combinaram-se para suprimir o senso de santidade de Deus. Os escritores realmente autorizados a falar sobre o pecado - o próprio Isaías, Amós, Oséias, Jeremias, Ezequiel, Paulo, João, Agostinho, Lutero, João Calvino, John Owen, Thomas Goodwin, Jonathan Edwards... comunicaram um senso tão poderoso da santa presença de Deus que quase chega a ser tangível. Visto que a sentiam tanto, puderam compartilha-la conosco. Mas, a maioria de nós hoje não tem o conhecimento eu eles tinham do pecado, pois que também não temos a consciência que eles tinham da presença de Deus.

Novembro 19, 2011

A Escuridão do coração humano - C. H. Spurgeon


Deus habitou entre nós, e os homens não O aceitaram. Visto que o homem foi capaz de traspassar e matar o seu Deus, ele cometeu um pecado horrível. O homem matou o Senhor Jesus Cristo e O traspassou com uma lança! Nesse ato, o homem mostrou o que fariam com o próprio Eterno, se pudesse chegar até Ele. O homem é, no coração, assassino de Deus. Ele se alegria se Deus não existisse. Ele diz em seu coração: “Não há Deus” (Sl 14.1). Se a sua mão pudesse ir tão longe quanto o seu coração, Deus não existiria nem mesmo por mais uma hora. Isto dá ao traspassamento de nosso Senhor uma forte intensidade de pecado: foi o traspassamento de Deus.
Por quê? Por que razão o bom Deus foi assim perseguido? Oh! pelo amor de nosso Senhor Jesus Cristo, pela glória de sua Pessoa, pela perfeição de seu caráter, eu lhe peço — admire-se e envergonhe-se de que Ele foi traspassado! Não foi uma morte comum. Aquele assassinato não foi um crime comum. Ó homem, Aquele que foi traspassado com a lança era o seu Deus! Na cruz, contemple o seu Criador, o seu Benfeitor, o seu melhor Amigo!

Novembro 17, 2011

Teu pecado está exposto - Samuel Bolton (1606-1654)


Uma lente pela qual vocês podem ver até onde vai o pecado é a lente da lei, a lente que revela o pecado em todas as suas dimensões: a culpa, o demérito, a corrupção e a malignidade do pecado. Portanto, o apóstolo diz em Rom. 7:7 "... mas eu não conheci o pecado senão pela lei..." Isto é, eu não teria conhecido o pecado como sendo tão abominável quanto ele o é, eu não teria conhecido o pecado em sua amplitude e latitude. Eu não teria conhecido a gravidade do pecado se não tivesse sido pela lei, se a lei não tivesse sido a lente para revelar o pecado a mim.

Ela revelou a grandeza do pecado para Davi: "A toda a perfeição vi limite, mas o teu mandamento é amplíssimo " (Sal. 119:26), isto é, por revelar a extensão do pecado em proporção a sua amplitude e grandeza.

Novembro 15, 2011

Uma maldição sobre a alma – Thomas Watson (1620-1686)



"estranhos às alianças da promessa" (Ef 2.12). As promessas são como uma fonte selada. Enquanto estivermos no estado natural, não vemos nada a não ser a espada flamejante, como diz o apóstolo: "Pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador" (Hb 10.27). Enquanto formos filhos da ira, estamos todos "debaixo da maldição" (Gl 3.10). Como o pecador pode comer e beber estando em tal condição? É como Dâmocles, no banquete, que ao sentar para a refeição principal tinha uma espada sobre sua cabeça, pendurada somente por um fio, por isso não podia comer. Assim é a espada da ira e da maldição de Deus, suspensa a todo o tempo sobre o pecador. Lemos sobre um rolo voador, cheio de maldições (Zc 5.3). Um rolo com maldições vai contra cada pessoa que vive e morre em pecado. A maldição de Deus arruina tudo por onde passa. Há uma maldição sobre o nome do pecador, uma maldição sobre sua alma, uma maldição sobre seu estado e sobre sua posteridade, uma maldição sobre a lei. É muito triste se tudo o que o homem comer se transformar em veneno; assim, o pecador come e bebe a própria condenação à mesa de Deus. É assim antes da conversão. Como o amor de Deus transforma qualquer coisa amarga em doce, do mesmo modo a maldição de Deus transforma tudo o que for doce em amargo.

Novembro 11, 2011

Deus está em tudo que lhe acontece - John Flavel (1628-1691)


Compete a vocês acreditarem que Deus está em tudo aquilo que lhes acontece. Se Ele lhes dá bens, seria um grande mal vocês não perceberem Sua mão nisso. Se Ele envia provações, deveriam saber que essas não brotam da terra, mas sim da mão de Deus.
Como é grande o cuidado de Deus por Seu povo! Ele faz todas as coisas por vocês. Seu cuidado e ternura são tão grandes que Ele não tira os olhos de vocês (Jó 36:7). Para que ninguém os prejudique, Ele mesmo os guarda e protege de dia e de noite (Isaías 27:3). Vocês são preciosos demais para serem confiados a outrem. "Todos os seus santos estão na tua mão" (Deuteronômio 33:3).

Novembro 10, 2011

Um mundo sob a Ira de Deus - Francis Schaeffer (1912 - 1984)


Eis aí a palavra "ira" outra vez. É a ira de Deus contra pessoas que invariavelmente têm uma consciência, que vêem a criação, que são seres racionais, que compreendem os princípios morais, e que, ainda assim, continuam incrédulas e desobedientes à verdade. Como cristãos, devemos estar profundamente preocupados com o fato de o mundo perdido estar sob a ira do Deus sagrado. Não devemos ser capazes de pensar sobre isto sem ter algum tipo de reação emocional. Precisamos sempre manter algo em mente: as pessoas estão perdidas. Quando encaramos o fato de que o mundo perdido está sob a ira de Deus como um conceito meramente intelectual, mantendo-nos emocionalmente distantes, já estaremos a meio caminho de uma ortodoxia morta. Estas pessoas são meus companheiros de humanidade, e elas estão sob a ira de Deus.

Novembro 09, 2011

Deus derruba nossos ídolos - Richard Baxter (1615-1693).


Como não somos capacitados a ter esse descanso na terra, então queremos aqueles objetos que podem nos propiciar alegria e descanso; pois os que agora desfrutamos não são suficientes, e o que é suficiente não está ao alcance de nossas mãos. Desfrutamos do mundo e de sua faina, e que fruto ele pode nos dar? O que há em tudo que temos aqui que possa nos dar descanso? Os que têm mais de tudo que o mundo pode oferecer carregam o maior fardo, e desfrutam de menos descanso que os outros.  Tolos inexperientes prometem a si mesmos ter, no presente, o céu na terra; mas quando eles estão prontos para desfrutá-lo, ele foge deles; e quando já perderam o fôlego de tanto correr atrás dessa sombra, ele não está mais perto deles que quando iniciaram a corrida.  Aquele que tem alguma consideração com as obras do Senhor pode facilmente ver que o fim mesmo delas é derrubar nossos ídolos, cansar-nos neste mundo e forçar-nos a buscar nosso descanso nele. Afinal, não é onde prometemos a nós mesmos mais contentamento que ele mais nos contraria?

A Reverência de Deus por si mesmo - Jonathan Edwards (1703-1758)


Uma parte considerável da retidão moral de Deus, pela qual ele é inclinado a tudo o que é correto, adequado e amável (isto é, agradável, admirável) em si mesmo, consiste em ele ter a mais elevada deferência por aquilo que é, em si mesmo, superior e melhor. A retidão de Deus deve constituir uma devida reverência por aquilo que é objeto de respeito moral, ou seja, pelos seres inteligentes capazes de atos e relacionamentos morais. E, portanto, deve consistir, acima de tudo, em reverenciar apropriadamente o Ser ao qual essa reverência é devida, pois Deus é infinitamente mais digno de ser reverenciado. A dignidade de outros não é nada em comparação com a dignidade dele; a ele pertence toda reverência possível. A ele pertence toda a reverência de que qualquer ser Inteligente é capaz. A ele pertence Todo o coração. Logo, se a retidão moral do coração consiste em reverenciar sinceramente aquilo que é devido, ou que assim o requer por força de seu merecimento e propriedade, esse merecimento requer que se preste deferência infinitamente maior a Deus, e a negação dessa deferência pode ser considerada uma conduta infinitamente imprópria.

Novembro 08, 2011

Não podes escolher pecados - John Owen (1616-1683)


Ao cristão não é dada a opção de decidir qual é o pecado na sua vida que precisa ser mortificado. Se o cristão não estiver comprometido com a mortificação de cada um e de todos os pecados na sua vida não alcançará sucesso na mortificação de um único pecado.
Um cristão é provado por um desejo pecaminoso. Este desejo pecaminoso (pense naquele que melhor se aplica a você) perturba o cristão. Está sempre derrotando-o e rodeando-o de modo que ele aspira por uma libertação completa.  Ao mesmo tempo, contudo, há outros deveres da vida cristã que ele não leva muito a sério. Pode passar dias sem desfrutar de verdadeira comunhão com Deus. Pode ler sua Bíblia de um modo casual, negligenciando a meditação na Palavra de Deus e gasta pouco ou nenhum tempo em oração. Estes deveres negligenciados ou executados de modo indiferente na sua vida cristã são pecados (pecados de omissão).

Novembro 07, 2011

Deus é que nos faz Perseverar - C. H. Spurgeon (1834-1892).


Mesmo os verdadeiros crentes são muito fracos. Vocês não são capazes de viajar por si próprios. Vocês não são capazes de ver os perigos ocultos. Precisam que o Senhor Jesus cuide de vocês e evite que caiam. Além disso, vocês têm inimigos que se escondem ao lado da estrada, prontos para aparecer e derrubá-los. Somente o Senhor Jesus pode protegê-los dos inimigos que estão sempre esperando para destruí-los. Não deveríamos louvar "aquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar"?

Novembro 06, 2011

Vença o Mundanismo - C. H. Spurgeon (1834-1892)


E restauraram Jerusalém até ao Muro Largo.
Neemias 3.8

Deve ser o alvo, em nosso coração, palavras, vestir e ações, manter o muro largo, lembrando que a amizade do mundo é inimiga de Deus (Tiago 4.4). O muro largo fornecia um lugar agradável do qual os habitantes de Jerusalém podiam administrar as terras que cercavam a cidade. Podemos assistir os acontecimentos deste mundo e, ao mesmo tempo, contemplar as glórias do céu. Embora estejamos separados do mundo e neguemos a nós mesmos todas as concupiscências carnais e ímpias, não estamos em prisão ou restringidos por barreiras estreitas. Pelo contrário, andamos em liberdade, porque guardamos os preceitos do Senhor.