A época da Reforma foi um período da História cristã em que entendeu-se bem a vida de arrependimento. A redescoberta de Lutero da justificação pela fé, baseada na obra consumada de Cristo, em sua expiação em nosso lugar, levou-o a desafiar a idéia popular de que o arrependimento nada mais era do que a formalidade da confissão e absolvição sacramental, com a execução de qualquer "penitência" que o sacerdote viesse a impor. Embora nunca oficialmente endossadas, estas noções receberam a aprovação para serem praticadas e o consenso; o desafio de Lutero foi oportuno e extremamente necessário. Como já vimos, ele afirmou que o arrependimento devia ser uma atividade constante e permanente, e argumentou que, como a fé, o arrependimento tem de ser um exercício do coração.







